Sustentabilidade não é produto de prateleira e nem se compra na promoção.



Algumas verdades precisam ser ditas, repetidas e as vezes até gritadas a plenos pulmões, para que sejam enfim compreendidas, essa é uma delas.


Sustentabilidade não é um produto de prateleira, e para quem não está familiarizado com essa analogia, é a forma que nos referimos a serviços ou softwares que são replicáveis para vários clientes diferentes, com nenhuma ou quase nenhuma customização.


A sustentabilidade corporativa não é algo que algum consultor irá trazer pronto, embalado em teorias, armazenado em fundamentos e argumentos e irá instalar na sua empresa pronto para ser utilizado. Apesar de soar absurdo e irônico, é isso que tenho visto em muitas organizações, que ora recebem do mercado essas ofertas, ora buscam empresas e consultores querendo tais ofertas milagrosas de sustentabilidade em 7 dias ou o seu dinheiro de volta.


Mas é como eu sempre digo, sustentabilidade precisa de conhecimento, de conteúdo e principalmente de uma análise crítica e fundamentada sobre como alinhar o seu conceito em seu modelo de negócio atual. É simplesmente impossível pensar que existiria uma solução pronta para ser colocada no seu forno corporativo.


Não existe caminho fácil para a sustentabilidade, você precisa sentar na cadeira, estudar e analisar junto com o seu time, quais os caminhos que vocês pretendem buscar, quais os riscos, quais as visões que vocês compartilham e principalmente, como vocês pretendem trabalhar a sustentabilidade na corporação.


E é fundamental ter apoio nesse processo, ter um consultor externo, ou até mesmo interno, aproveitando os seus quadros, é imprescindível e pode ajudar muito nessa longa jornada, mas não se engane. É preciso colocar as mãos na massa e trabalhar de verdade, porque só assim que se constrói uma estratégia realmente sólida, baseada em propósitos e com visão de longo prazo, bons exemplos não faltam, e sim todos eles devem ser estudados a exaustão.


Uma boa dica para começar é criar um comitê de sustentabilidade, começar a discutir o assunto de forma corporativa, com envolvimento da liderança e de várias áreas dentro da empresa. Criar uma matriz de materialidade também é um ótimo exercício, pois te faz refletir sobre o seu negócio, os riscos, entregas e potencialidades. Outro bom exemplo, é analisar em conjunto as estratégias da sustentabilidade através de estudos de caso, ou como a gente gosta na linguagem corporativa, os Sustainability Business Cases.


Eu enxergo a sustentabilidade como um guia para um novo modelo de negócios, aplicado a nossa nova realidade, considerando os desafios externos como a escassez de recursos, a crise climática e tantos outros que enfrentamos diariamente, na construção de um mundo melhor.


Mas a aplicação dessa visão exige muito trabalho duro, estudo e bastante esforço, pois compreende uma mudança completa na forma de encarar os negócios, tomando decisões difíceis em razão de algo tão sólido para você e ao mesmo tempo tão fluído quando questionado, como é o propósito. Mas só assim é que se trabalha a sustentabilidade, todo o resto é mera publicidade e greenwashing.

#sustentabilidade

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