5 passos para uma gestão ambiental eficiente

September 28, 2016

Afinal de contas o que é gestão ambiental? Seria só uma certificação ISO? Mais uma burocracia que as empresas precisam atender para os órgãos ambientais? Um sistema de controle de emissões?

Todas essas perguntas são feitas constantemente por empreendedores e analistas, que se veem às voltas com os desafios impostos pelo licenciamento ambiental e suas consequências.

 

A resposta seria sim para quase todas as perguntas, pois a gestão ambiental pode ser enquadrada e conhecida de diversas maneiras, e mais importante, cada empresa enxerga a sua tipologia de gestão de uma maneira diferente. Entretanto, a gestão ambiental pode ser muito mais do que somente isso. A gestão ambiental eficiente é um grande indicador de eficiência operacional das empresas e seus processos produtivos.

 

Ficou interessado? Elaboramos um resumão de 5 passos fundamentais para uma gestão ambiental eficiente.

 

1º Passo – Conhecimento

 

Antes demais nada é fundamental conhecer o seu processo produtivo a fundo, em todos os seus detalhes. Faça uma visita a todos os setores, converse com os responsáveis, funcionários, operadores e todos os envolvidos, tente compreender toda a rotina do trabalho. Só assim, será possível compreender as emissões decorrentes de cada etapa do processo produtivo e, então, identificar desperdícios e pontos de melhoria.

 

2º Passo – Análise

 

Após dissecar todas as etapas do processo produtivo, identificar as emissões por cada etapa, é hora de sentar e analisar com calma cada uma das informações coletadas.

 

 

 

Durante a análise é fundamental que todos os dados de monitoramento sejam levantados e avaliados. Coloque todos os monitoramentos em formato gráfico, para que seja possível identificar a série história e as linhas de tendência.

 

 

O exemplo acima mostra um gráfico referente às medições de DBO realizadas entre os anos de 2012 a 2015. É possível, em cada momento, avaliar segundo a série histórica qual a tendência do monitoramento, se os picos foram eventos isolados, ou se confirmam uma tendência de elevação da emissão.

 

É fundamental analisar cada uma das suas emissões dessa maneira, e quando possível, compará-las com os valores referentes à produção. Assim é possível verificar se existe sincronismo entre o volume produzido e as emissões geradas.

 

 

3º Passo – Planeje

 

 

É hora de organizar as ações e os prazos, especialmente referente as condicionantes da licença ambiental e envio de relatórios de atividades potencialmente poluidoras, que não devem ser perdidos em hipótese alguma. 

 

 

Nossa dica é elaborar um cronograma anual, com todas as ações previstas para serem realizadas ao longo do ano. Assim você consegue visualizar com clareza os seus prazos e mostrar para a sua equipe as prioridades.

 

Aproveite o calendário para colocar também as melhorias e modificações que você identificou no passo 1 e compreendeu no passo 2.

 

Lembre-se: caso aconteça qualquer situação que o impeça de cumprir algum dos prazos estabelecidos junto ao órgão ambiental, envie com antecedência uma comunicação esclarecendo o ocorrido, sugerindo um novo prazo e caso seja possível uma solução.

 

 

4º Passo – Indicadores

 

Um dos grandes pensadores da administração da nossa época, Peter Drucker, disse que, se você não pode medir, você não pode gerenciar. Então é fundamental estabelecer os seus KPIs, (Key Performance Indicator – Indicadores chaves de performance), para que assim você possa avaliar constantemente o seu sistema de gestão ambiental.

 

Para isso, utilize os parâmetros identificados anteriormente e os relacione novamente com os volumes de produção, por exemplo:

 

KPI Resíduo X = (Quantidade do resíduo X) / (Volume produzido)=Nº (Kg de resíduo x) ⁄ (unidade produzida)

 

Estabeleça os KPIs inicialmente para as emissões mais complexas, ou aquelas de maior prioridade, assim você vai ganhando confiança e aprendizagem na metodologia e ficará mais fácil para as demais.

 

 

5º Passo – Volte ao começo

 

É isso mesmo, todo o processo de gestão que se preze, utiliza a famosa metodologia do PDCA, o famoso ciclo da melhoria contínua. Então depois de tudo isso, volte sempre ao começo do processo e comece de novo, melhorando os seus controles, os seus processos e os seus indicadores continuamente, sempre aprendendo com os resultados dos ciclos anteriores.

 

O grande desafio de qualquer tipo de gestão é conseguir se atualizar constantemente, aumentando sua eficiência e consequentemente trazendo os melhores resultados.

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